Como escrevemos no post anterior, durante o Big Brew Day tivemos a presença da Cinthia e do Daniel, da TVCOM, que fizeram uma reportagem para o Jornal da TVCOM.
A reportagem foi ao ar na sexta-feira passada e conseguimos uma cópia, que postamos abaixo.
A matéria ficou muito legal e gostariamos de agradecer e parabenizar à Cinthia e ao Daniel pela reportagem.
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Opus no Jornal da TVCOM
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Opus no Big Brew Day!
Sábado, como havíamos anunciado, participamos do Big Brew Day, o dia mundial da cerveja caseira. Fizemos a receita adaptada da Chiswick Bitter, da Fullers. Além de nós, participaram mais 3 grupos de cervejeiros do Brasil: O Donatti, aqui de Floripa, o pessoal da KüdBier, de Nova Lima (MG) e a ACervA Carioca.
Além da participação de amigos e cervejeiros caseiros, contamos com a presença da Cinthia Albuquerque e do Daniel, da TV COM, que fizeram uma matéria para o Jornal da TV COM (21h todos os dias da semana).
Aproveitamos o momento e resolvemos fazer uma "reforma" na "fábrica" da Opus. A partir de agora toda produção é realizada na garagem (antes usávamos a cozinha também). Compramos também um fogareiro novo, muito bom por sinal.
Resolvemos neste dia fazer o tratamento da água pela primeira vez. Para isto, contamos com os conhecimentos do colega cervejeiro Gustavo Brascher, que é eng. químico. Ele nunca havia tratado água para fazer cerveja, e foi uma ótima oportunidade de aprendermos juntos esta arte.
Daniel, Cinthia, Marco e Murilo.
Murilo entregando um copo com a nossa ESB para a Cinthia, em um dos n takes da filmagem.
Um brinde ao dia mundial da cerveja caseira!No domingo engarrafamos nossa ESB com dry-hopping e a Amorosa, Strong Golden Ale do Donatti que maturamos com geléia de amora no freezer da Opus.
Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Opus no Big Brew Day
Aproveitando a dica postada no blog da Acerva Mineira, resolvemos nos inscrever para participar do Big Brew Day, que será realizado dia 03 de maio. Pelo que pudemos verificar, somos até o momento os únicos participantes do Brasil. Nosso número de inscrição é o 215.
Neste dia, cervejeiros caseiros de vários países irão fazer a mesma receita de cerveja ao mesmo tempo, e a receita escolhida é uma homenagem ao grande Michael Jackson, o Beer Hunter, que faleceu no ano passado. Trata-se da Fuller´s Chiswick Bitter, a cerveja que o Michael costumava beber no Pub que frequentava.
No ano passado foram produzidos mais 34 mil litros, por mais de 4 mil participantes em todo o mundo.
A receita para a cerveja apresenta algumas dificuldades para ser reproduzida no Brasil, pois os ingredientes listados não são disponíveis por aqui. Porém, adaptando a receita é possível fazer algo que se aproxime. Em contato por email com os organizadores, fomos informados de que não há problema nestas adaptações (ver email abaixo).
Convidamos a todos que queiram participar conosco para nos enviar um email (opusc3@gmail.com). Faremos um churrasco no dia para acompanhar a brassagem.
Após o evento iremos postar fotos e comentários sobre o dia.
Até lá!
Email de resposta dos organizadores sobre a adaptação de receitas:
Hi Marco,
Thanks for registering your Big Brew site!
You are not alone in this ingredient problem, but since it is in the nature of homebrewers to improvise this is not a problem. The hop shortage worldwide as well as the grain prices have made this year's recipes challenging. Please feel free to substitute ingredients where necessary, and have a great day brewing!
Cheers,
Janis Gross
AHA Project Coordinator
janis@brewersassociation.org
303-447-0816 x134
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Opus 17 Pilsen - Segundo teste
Para o segundo teste, resolvemos compará-la com uma Pilsen alemã, a Wernesgrüner, uma pilsen que gostamos muito.
Eu nunca havia provado uma pilsen de estilo tcheco lado a lado com uma de estilo alemão, e as diferenças ficaram bem evidentes.
Começando pela cor. A pilsen tcheca tem uma cor dourada puxando para o laranja, enquanto a alemã puxa para o amarelo claro. O aroma da pilsen alemã é mais floral, com um toque terral, que alguns conhecidos nossos já chamaram de "poeira". A pilsen tcheca puxa mais para o malte e o lúpulo herbáceo.
O sabor também tem contrastes interessantes. A alemã é mais seca, com menos malte e um lúpulo mais "picante". O amargor é quase o mesmo. O final da Wernesgrüner é mais seco do que a nossa e conta com a persença de lúpulo floral.
Uma comparação muito interessante, que mostra a diferença entre as escolas tcheca e alemã, mostrando que mesmo as melhores pilsens não são todas iguais!
Acredito que a experiência pode ser feita entre a Urquell e a Wernesgrüner com resultados semelhantes.
Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
Moçambique no Estadão!
Nesta quinta-feira, dia 24 de abril de 2008, o Jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria sobre as cervejas que estão sendo lançadas por parcerias entre cervejeiros caseiros e micro-cervejarias.
Segue abaixo a transcrição da matéria:
Do 'panelão' à fábrica, uma parceria com bons frutos
Microcervejarias fazem receitas de produtores caseiros. Moçambique, primeiro exemplo no mercado, chega a SP
Roberto Fonseca - O Estado de S.Paulo
- De um lado, criatividade e boa dose de ousadia. De outro, tecnologia e maior capacidade de produção. O resultado da combinação não podia ser melhor: cerveja. Iniciadas em 2007, parcerias entre cervejeiros caseiros, que tiram suas receitas do panelão, e microcervejarias prometem boas surpresas nos próximos meses. A primeira a chegar ao mercado é a porter Moçambique, à venda no bar Anhangüera (3368-2771).
A cerveja nasceu da parceria entre os cervejeiros caseiros Marco Aurélio Zimmermann e Murilo Foltran e Reinoldo Steinhaus, dono da micro Cervejaria da Ilha, de Florianópolis (SC). Seu nome é inspirado na Praia de Moçambique, ao lado da fábrica. ''A idéia é usar a produção caseira como laboratório para futuras receitas da cervejaria'', diz Zimmermann.
A Moçambique é uma ale (de alta fermentação), com 6,5% de teor alcoólico, preta de espuma bege. No aroma, notas de malte tostado e café. No sabor, torrado moderado e final seco, com bom equilíbrio do álcool. A garrafa de 355 ml custa R$ 5,60.
Além da Moçambique, a Eisenbahn, de Blumenau, deve lançar, até junho, a Dama do Lago, uma belgian dark strong ale com a qual o carioca Leonardo Botto venceu concurso de cervejeiros caseiros da microcervejaria em 2007. Na semana passada, ele foi a Santa Catarina produzir 3 mil litros de sua receita na fábrica; em casa, cada leva é de 50 litros.
A Colorado, de Ribeirão Preto, lançará uma porter com café batizada Demoiselle - homenagem ao avião de Santos Dumont. A receita é do carioca Ricardo Rosa. Em Minas, a Artesamalt também fará pale ale com receita de cervejeiros caseiros, que venceu concurso.
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup161981,0.htm
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
492 vivas à Reinheitsgebot!
Como não podia ser diferente, fizemos a nossa comemoração pelo aniversário de 492 anos da Reinheitsgebot. Tomamos algumas e registramos a seleção (por acaso) para a posteridade! A garrafa de litro ao fundo é uma Opus Brown Ale, uma Orval (oferecida pelo nosso amigo Eduardo Matttos), Opus XV, Moçambique e algumas Eisenbahn!
Além das cervejas acima, ainda apreciamos a Opus 17 Pilsen ainda do postmix! Segue a foto dos participantes.
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Opus 17 Pilsen - Primeiro teste
Nossa pilsen foi para o postmix na terça passada (15/04/2008), e no fim de semana ela já estava carbonatada e pronta para ser degustada.
O resultado nos surpreendeu, pois sempre soubemos das dificuldades de se fazer uma pilsen de qualidade.
A cerveja ficou com a cor que esperávamos, um dourado profundo, próprio do estilo. O aroma ficou com bastante malte e um pouco de lúpulo e fermento. Uma bela espuma se formou e permaneceu por bastante tempo.
O sabor começa com bastante malte e logo em seguida surge um amargor bem intenso de lúpulo, tendo um final equilibrado entre o malte e o lúpulo. O amargor nos agradou muito, mas sentimos que ela podia ter um final mais seco e faltou um pouco de Saaz para deixá-la com um aroma e um final de lúpulo um pouco mais intenso.
Em resumo, ficou uma pilsen deliciosa.
Opus Pilsen x Pilsner Urquell
Para termos a verdadeira noção da qualidade da nossa pilsen, resolvemos fazer alguns testes comparativos. A primeira cerveja escolhida foi a Pilsner Urquell, a primeira Pilsen do mundo e que serviu de referência para todas as outras (embora muitas não tenham seguido esta referência ao pé da letra). Como a utilizamos como modelo para nossa pilsen, esta seria uma comparação decisiva para verificar se havíamos acertado ou não.
Lado a lado, as duas cervejas ficaram muito parecidas. A cor ficou praticamente a mesma e a espuma também ficou muito parecida. A pilsen tcheca apresenta uma translucidês maior, o que era de se esperar de uma cerveja filtrada. Mas mesmo assim a nossa não ficou muito atrás.
O aroma das duas é muito semelhante também, com a nossa apresentando mais malte enquanto a Urquell apresenta um pouco mais de lúpulo.
No sabor ficamos muito satisfeitos com a comparação. Ambas começam com um sabor de malte intenso, com a nossa apresentando uma intensidade levemente maior. O amargor da Opus Pilsen também é levemente maior, sendo que em seguida a Urquell apresenta um sabor mais seco e com mais lúpulo, enquanto a nossa apresenta um final menos seco, com mais malte e amargor.
Como resultado final concluímos que chegamos bem mais perto da Urquell do que esperávamos, mas já anotamos o que fazer na próxima brassagem para deixá-la mais parecida, e quem sabe, melhor (pelo menos para o nosso paladar! rs).
Em breve faremos testes com algumas outras pilsens e postaremos no blog.

