Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Quinta bica da Academia da Cerveja

Florianópolis foi brindada recentemente com mais um espaço para os apreciadores de cervejas especiais, a Academia da Cerveja. Localizada na trindade, a Academia é uma mistura de loja, café e bar, e é também onde funciona a distribuidora da Eisenbahn em Floripa, a Besser. Não é a toa, pois os proprietários da Academia também são proprietários da distribuidora.

A Academia da Cerveja conta com uma excelente carta de cervejas, além de servir os 4 tipos de chope da Eisenbahn, e contará também com uma novidade que irá agradar a todos os apreciadores da nobre bebida. É a quinta bica, a chopeira exclusiva para as produções caseiras dos cervejeiros da ACervA Catarinense, que funcionará em datas pré-definidas, de acordo com a disponibilidade dos cervejeiros.

Vista "aérea" do interior da Academia da Cerveja

A quinta bica evidencía as origens da Academia da Cerveja: a Padaria Metrópole, famosa padaria que desde 2003 é o ponto de encontro dos apreciadores e produtores de cerveja de qualidade da cidade. E ela nada mais é do que a extensão da parceria entre a padaria e os cervejeiros caseiros, que sempre tiveram na padaria o espaço para apresentar as suas criações.

Neste sábado, dia 04/07/2009, a partir das 20h, teremos a honra de inaugurar a quinta bica, levando uma de nossas últimas produções, a Opus 42/Traíra Tripel, uma cerveja produzida em parteria com o Max, que produz a cerveja "Traíra". Serão 15 litros, portanto, quem chegar tarde corre o risco de perder!

Esta Tripel, cuja receita é apresentada abaixo, também foi levada para a Brasil Brau, e fez um enorme sucesso, tendo sido exaltada como "uma tripel de se beber de joelhos" em matéria do site Terra.

Receita da Opus/Traíra Tripel:

9kg Malte Pilsen (64,29%)
2kg Malte de Trigo (14,29%)
1kg Aveia em Flocos (7,14%)
0,5kg Malte Carared (3,57%)
0,5kg Malte Munich (3,57%)
1kg Açúcar (7,14%)

35g de Lúpulo Hallertauer Magnum (15%a.a.) a 60 min
30g de Lúpulo Saaz (3,5%a.a.) a 10 min
20g de Lúpulo Saaz (3,5%a.a.) ao fim da fervura

Tempo de fervura: 90min

Mostruração:
44C - 10min
55C - 40min
60C - 90min
70C - 30min
78C - 15min

Fermentação: 20 dias entre 16 e 25C
Maturação: 30 dias a 0C.
Volume final: aprox. 35 litros envasados em postmix.


Anúncio da Quinta Bica

A agenda da Quita bica será periodicamente divulgada na Academia da Cerveja. Vale a pena ficar de olho!

Endereço da Academia da Cerveja:
Rua Lauro Linhares, 624 - Loja1
88036-001 Trindade
FLORIANÓPOLIS - SC
Ao lado do Capitão Gourmet.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

ACervA Catarinense e Opus na Brasil Brau 2009

Detalhe do "cantinho" da ACervA Catarinense na Brasil Brau

Semana passada ocorreu em São Paulo a Brasil Brau, Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, que reuniu fornecedores de equipamentos e insumos cervejeiros, além de cervejarias comerciais, artesanais e as ACervAs Carioca, Catarinense, Gaúcha, Mineira e Paulista.

A ACervA Catarinense não tinha estande, e a ACervA Carioca gentilmente cedeu seu espaço para que pudéssemos expor nossas cervejas. Aproveito este espaço para agrader aos Cariocas.

O fato de não termos estande não nos desanimou, e decidimos que a nossa ACervA não podia ficar de fora. Os cervejeiros caseiros de Santa Catarina foram representados por cervejas da Opus e da Traíra (Max).

As Opus foram:
- Opus 41 Altbier: uma altbier feita com o fermento Wyeast 1007 "German Ale";
- Opus 42/Traíra Tripel: tripel feita em conjunto com o Max, da Traíra;
- Opus 45 "Pivo Plzeňského typu": pilsen tcheca feita com o fermento Wyeast 2278 Czech Pils e bastante lúpulo Saaz;
Todas elas em postmix.

O Max levou a Traíra Strong Golden Ale, que utilizou o fermento Wyeast 1388 (Duvel) na terceira geração, que havia sido utilizado por 2 gerações na produção das Opus 37 e 38 Strong Golden Ale, e a Traíra Weizenbock. Foram 12 long-necks de cada.

Em grande destaque tivemos a presença do Raphael Tonera, que foi à Brasil Brau a convite da Schornstein, de Pomerode, que lançou na feira a Russian Imperial Stout produzida com a sua receita.

Estiveram também presentes, porém sem levar cerveja, o Luciano Duarte e família, o Elcio, o Marcos O. J. e o Guilherme (ambos de Blumenau).

Participar de uma feira como esta é algo expetacular, que vale a pena o esforço, o custo e a perda de horas no trabalho. É simplesmente a maior feira cervejeira do Brasil, e reune praticamente todas as pessoas que fazem parte da cena cervejeira nacional.

Para nós, cervejeiros caseiros, é uma grande oportunidade de divulgação da cultura da cerveja caseira. É uma satisfação muito grande ver a surpresa das pessoas ao provarem nossas cervejas e não acreditarem que foram produzidas em casa, com panelas e colheres de pau.
Principalmente quando estas pessoas fazem parte da industria cervejeira, como um cara da Ambev que, ao provar nossa Tripel, chamou todos os outros colegas para provar, e ficaram fazendo mil perguntas sobre que cerveja era aquela e como podia ter sido feita em casa.
Além disto, ficamos muito contentes em verificar que as nossas cervejas, tanto da Opus quanto as Traíras, fizeram grande sucesso na feira. Acho que conseguimos atingir nosso principal objetivo, que era mostrar que a ACervA Catarinense existe e que aqui no estado são produzidas boas cervejas.

Pessoalmente, os pontos altos da feira foram os encontros com o Matt Brynildson, mestre-cervejeiro da Firestone Walker (EUA), e com o Randy Mosher, um dos maiores ícones da cerveja caseira mundial.

Com Matt Brynildson, mestre-cervejeiro da Firestone Walker

A conversa com o Matt Brynildson ocorreu no estande da USA Hops, e tratou, entre outros assuntos, sobre dry-hopping em IPAs. Levei uma prova da nossa pilsen para ele provar e, segundo ele, a cerveja estava "really tasty" (muito boa), e com características típicas do estilo.

Tive a satisfação de participar do Extra-malte, que contou também com a participação do Randy Mosher, e foi ao final do Extra-malte que começou a conversa com ele. Autor de livros importantíssimos como o Radical Brewing, The Brewers Companion e o Tasting Beer, Randy Mosher é uma figura muito carismática, e sua simpatia logo torna a conversa altamente agradável. Ofereci a ele uma prova da nossa pilsen e a sua reação ao provar demonstrou que ele realmente gostou. Ele chamou uma reporter que estava o acompanhando e falou à parte pra ela "Você tem que provar esta cerveja, isto sim é uma pilsen. Sinta o frescor, isto você não encontra em nenhuma pilsen industrial." Os elogios não pararam por aí: "Esta é a melhor pilsen que provei na feira, 'by far' (disparado)".

Eu e o Randy Mosher brindando com a Opus Pivo Plzeňského typu (Pilsen tcheca)

Abaixo seguem algumas fotos da Brasil Brau (clique nas imagens para ampliar):

A chopeira não parava quieta

Lista de cervejas do segundo dia da feira no estande da ACervA Carica/Catarinense

Lista de cervejas do terceiro dia

Estande da ACervA Carioca/Catarinense

Eu e o Raphael Tonera na frente do estande das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina

Aceita?

Brindando com o grande amigo Rafael da Coruja


Mauro Nogueira (ACervA Carioca), eu e Max "The Hops Robber" Prujansky

O barman que contratamos para o evento.


Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Opus 43 - Cervejas de trigo "Campeãs"

No fim de semana passado fizemos uma brassagem em clima de desisões de campeonatos estaduais. Eu (Marco) aguardando a final do Campeonato Catarinense, onde o Avaí enfrentaria a Chapecoense, e o Murilo aguardando o jogo do Atlético Paranaense contra o Cianorte, onde o Atlético poderia sagrar-se Campeão Paranaense.
A cerveja feita foi uma Weizenbier, cerveja de trigo clara de estilo alemão, e como temos 2 fermentos secos deste estilo disponíveis no Brasil, o Munich, da Danstar, e o WB-06, da Fermentis, resolvemos usar um em cada galão de fermentação.
Como ambos os nossos times foram campeões, resolvemos batizar uma de "Weizen Avaiana" e a outra de "Weizen Rubro-Negra".

Segue a receita:

Weizen Campeã (Avaiana/Rubro-Negra)

4,5Kg Malte de Trigo 52%
2Kg Malte Pilsen 23%
2Kg Malte Munich 23%
0,1Kg Malte Carahell 1,2%

15g Lúpulo Magnum (15%) 60min (15IBU)

Temperaturas de mosturação:
55C 30min
66C 40min
68C 20min
78C 15min

Fervura: 75min

OG: 1.046

Fermentação a temperatura ambiente (média de 21C)

Esta receita foge um pouco da receita clássica da weizenbier, que é 50% malte de trigo e 50% malte pilsen, e foi inspirada na cerveja de trigo do Mauro que tomei semana passada no Rio (e que ele levou na padoca), que nem tinha pilsen na receita (50% Vienna). Claro que não chegará nem perto da do Mauro (ele usou fermento líquido), mas achei legal a idéia de utilizar outros maltes além do pilsen.
A cor ficou um pouco mais escura do que as cervejas de trigo mais normais, tipo as brasileiras ou a Erdinger, puxando um pouco para a Franziskaner, mas mais clara do que a Schneider.
Infelizmente estes fermentos secos de cerveja de trigo não são muito bons, comparando com os fermentos líquidos, diferente de outros fermentos secos como o US-05, o S-04 ou até mesmo o T-58, que não perdem tanto assim para os líquidos.
Mas mesmo assim acredito que em menos de 2 semanas teremos boas cervejas de trigo para beber assistindo os jogos do Avaí e do Atlético no Brasileirão.

Ainda no clima de futebol, em breve falarei de outro projeto zito-futebolístico envolvendo o Avaí.

Saudações Campeãs!

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Encontro da ACervA Carioca e Catarinense

Sexta-feira passada tivemos a ilustre visita do Mauro Nogueira, cervejeiro caseiro do Rio de Janeiro com quem tive a honra de fazer minha primeira brassagem, nos idos de 2007.
Infelizmente eu estava no Rio e não pude participar do encontro na Padaria, descrito pelo Murilo no último post, mas tive a chance de reencontrar o Mauro aqui no Rio na casa do Botto, no dia 28/04, junto com o Filipe, que também estava no Rio e perdeu o encontro da padaria.
Como não podia deixar de ser, o encontro foi maravilhoso, regado a boas cervejas e bate-papo cervejeiro de alta qualidade. Provamos algumas cervejas do Botto (Munich Dunkel e Rauchbier) e também as cervejas que o Mauro levou na Padoca (Hop Wine e Weiss) e sua American Brown Ale. Tomamos também uma Tripel bem legal feita pelo Everdan, da ACervA Capixaba.
As cervejas do Botto dispensam apresentação. Tanto a Munich Dunkel quanto a Rauchbier (famosa Feiticeira) estavam excelentes.
Já havia provado a Hop Wine no concurso do ano passado em BH, e ao provar ontem cheguei a conclusão de que ela é a melhor cerveja produzida no Brasil. Apesar dos mais de 100 IBU e 11,7% de álcool, o equilibrio e o drikability desta cerveja são impressionantes, tornando-a perigosamente fácil de beber. O lúpulo é o destaque nesta cerveja, tanto no aroma quanto no sabor. Não é a toa, pois segundo o Mauro foram utilizados no total 500g de lúpulo para 40 litros, quantidade normalmente utilizada na produção de mais de 1000 litros de uma pilsen comercial.
A weiss também merece destaque. Utilizando fermento líquido e 50% de malte de trigo e 50% de malte Vienna, a cerveja estava simplesmente maravilhosa, muito melhor do que qualquer cerveja de trigo comercial produzida no Brasil e tão boa quanto as melhores alemãs.

Mauro, Lu, Tatiana, Marco, Alexandre, Botto, Aimberê e Filipe
brindando com a Munich Dunkel do Botto.


Eu e o Mauro brindado com a Hop Wine

Na hora de ir embora, todos já alegres de tanta cerveja boa.
Em detalhe as cervejas que tomamos de "saideira".

Bem, se eu estava triste por não ter participado do encontro na Padaria, ontem tive o meu consolo. Além disto, não posso reclamar desta viagem, pelo menos cervejeiramente falando. No dia anterior, fui com o Botto na Beer Taste, uma loja maravilhosa na Barra da Tijuca, onde tomei várias Hoegaarden Grand Cru, uma Chimay Tripel, um pouco de Duvel e provinhas da Westvleteren Blond e da especialíssima Samuel Adams Utopias (valeu Leo!).

Um abraço!

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Mauro Nogueira na Padoca!

Nesta última sexta-feira (24/04) Mauro Nogueira da ACervA Carioca, O Cara que ensinou Marco e, consequentemente, eu, esteve na Padoca com sua preciosa e poderosa Hop Wine.
Eu já o conhecia e já o tinha como um grande amigo, muito gente boa, sempre disposto a ajudar o movimento cervejeiro crescer!

Cleo servindo uma Hop Wine

A Hop Wine é provavelmente a cerveja mais lupulada já feita no Brasil, com mais de 100 IBU e muito aroma de lúpulo. Possui ainda poderosos 11.7% de álcool e foi feita com o malte Maris Otter.
A Padoca estava cheia e o pessoal da ACervA Catarinense apareceu em peso com suas cervejas. Segundo o Ricardo Panarotto, sim ele é irmão dos Repolho, as cervejas que participaram foram:
  • Bohemian Pilsner e Helles bock (Tonera)
  • Witbier Traíra(Max)
  • Strong Golden Ale e Porter (Opus)
  • Rauchbier (Gustavo)
  • Rauchbier Maria Fulô (Panarotto, Alysson e Luciano)
  • Hop Wine e Weiss (Mauro - ACervA Carioca)
  • Pilsen (gurizada nova não lembramos o nome)
  • Dunkel (Eisenbahn)
  • Irish Red Ale da Totus Tuus (Anastácio e Pardal)
Se não tá na lista manda um email que a gente arruma. Seguem algumas fotos:

Mauro, Junior, Lu e o Tonera ali atrás

Mauro e Murilo (meio passado já :D)

Tonera, Max e Mauro

Em pé: Luciano, Mauro, Alysson, Gustavo e Max
Murilo no meio, Panaroto de camisa verde e o Tonera mais abaixado

No fundo: Reinoldo, Luciano, Gustavo, Mauro, Max, Murilo, Junior
As mulheres: Fabiana, Lu
Panaroto fazendo graça. Alysson e Tonera abaixados
e tem parte das cabeças do mais novo casal cervejeiro que o Anastácio
está doutrinando. Assim que levarem uma cerveja aparecem por completo na foto :D


Foi muito legal mesmo e mais uma sexta inesquecível, pena que o Marco não estava por aqui. Mas ele deve tomar uma no Rio antes de voltar para Floripa com o Mauro em pessoa.
É isso ai, próxima sexta tem mais!

Cheers,

Murilo

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Caminhada dos 20 litros

Para comemorar a mudança de sede da Opus, fizemos uma caminhada com um postmix de Strong Golden Ale no Opus Móvel. Na verdade não conseguimos terminar o postmix durante a caminhada, mas uma costela que estava sendo preparada desde a manhã nos ajudou a terminá-lo.
Infelizmente o cansaço e o alto teor alcolico da Opus 39, cerca de 9%, nos induziram a esquecer de tirar fotos da chegada, da costela e da casa!

Os participantes da esq. pra dir. Ednardo, Gão (carregando o Opus Móvel), Marco, Murilo e Denys com a Noia mais a frente e o Pivo escondido

Juan que tirou quase todas as fotos sem foco mas estava também

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Tesouro encontrado

Neste fim de semana tivemos uma grata surpresa. Começamos a organizar a cervejaria para a mudança que iremos fazer esta semana, e no meio da bagunça de garrafas vazias e cheias contaminadas, encontramos 2 garrafas "flip-top" cheias e supostamente contaminadas que gostaríamos de reaproveitar.

Estas garrafas contaminadas estão guardadas há mais de 1 ano, e ainda não tínhamos jogado fora por preguiça. Mas estas duas "flip-top" estavam um pouco separadas das demais, e quando estava prestes a abrí-las e jogar o conteúdo fora, resolvi colocá-las para gelar e ver o que tinha realmente dentro delas.

Sem muita pretenção, abri a primeira quando ainda nem estava muito gelada, e minha surpresa começou quando resolvi cheirar a cerveja ainda na garrafa. Nenhum sinal de contaminação, muito pelo contrário, percebi um delicioso aroma caramelado e com leve lúpulo. Ansioso, coloquei um pouquinho da cerveja no primeiro copo de requeijão que vi pela frente e cheirei novamente, confirmando minha primeira impressão.

É comum abrirmos uma garrafa que sabemos que está contaminada na esperança de que ela por um milagre não esteja, mas desta vez parecia que ela realmente não estava contaminada.

A prova final viria na degustação. Provei o que tinha colocado no copo de requeijão e fui obrigado a gritar "Murilo, tu não vai acreditar", e ele veio andando descrédulo e eu falei "Adivinha que cerveja é esta?", e ele , ainda achando que era uma das contaminadas, não entendia minha alegria. Ele provou e falou "é aquela Red Ale do ano retrasado!".

Aí ele entendeu minha empolgação. Esta cerveja foi uma das primeiras que fizemos, e até aquele momento a consideramos a nossa melhor. O que não entendemos é como pudemos esquecer duas garrafas logo desta cerveja!

Comparando com a cerveja quando ela estava nova, notamos que o sabor de caramelo se intensificou, mesclando perfeitamente com o amargor, e o aroma de lúpulo suavizou, mas mesmo assim ainda estava presente.
A cerveja ficou totalmente translúcida, parecendo uma comercial filtrada. A carbonatação estava perfeita.
Não dá pra dizer que estava melhor do que quando nova, mas estava mais "bem acabada".

Esta foi a nossa única oportunidade de provar uma cerveja nossa com tanto tempo de garrafa. Ela ficou aproximadamente 1 ano e 2 meses escondida de nós e da luz, em condições que a ajudaram a envelhecer maravilhosamente bem, apesar de seu teor alcoólico médio (5,7%).

Sorte que eram 2 as garrafas esquecidas, e ainda temos a outra para degustar com mais calma. Pena que ela já estava na geladeira, e terá que continuar lá até decidirmos que é o momento de degustá-la. Se estivesse fora, acho que valeria a pena deixá-la mais um tempo para ver o que aconteceria.

Com esta experiência involuntária tiramos a prova de que cerveja caseira pode durar bastante tempo, e que com o envelhecimento ela tende a adquirir características bem interessantes.



Foto do tesouro encontrado. O segundo copo servido já estava mais turvo.