Caros,
Tive meu carro arrombado e infelizmente levaram minha camera com as fotos de sexta. Entre elas: as fotos da Aurelius Blond Ale engarrafada, a foto da cerveja campeã e ainda por cima as fotos da visita do Sadi do Nenhum de Nós na padoca.
Uma pena.....
Sem mais,
Murilo
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Opus 31 – Aurelius Blond Ale
Ontem fizemos uma cerveja especial. Especial por 2 motivos, o primeiro, que ela será a nossa cerveja de natal, e o segundo e mais importante, que ela foi encomendada pelo meu pai, e é em sua homenagem que a batizamos de Aurelius Blond Ale (o nome dele é Aurélio).
O pedido foi para fazer uma cerveja leve e de baixo amargor, que pudesse agradar mesmo aqueles que ainda estão acostumados a beber cervejas comerciais. O estilo escolhido foi o blond ale (BJCP 6B), cujas características refletem exatamente o que o meu pai havia pedido.
A cerveja terá em torno de 5.3% de álcool, coloração dourada, um sabor equilibrado entre o malte e o baixo amargor (20 IBU) com um leve aroma de lúpulo (saaz). Apesar de ser uma ale, não será muito frutada e deverá ser relativamente seca.
A receita da cerveja é a seguinte:
Opus 31 – Aurelius Blond Ale
Volume final: 37 litros
Rendimento do equipamento: 70%
Maltes/adjuntos:
7kg malte pilsen (80%)
1,5kg malte munich (17,14%)
0,25kg açúcar (2,86%)
Lúpulos:
25g Hallertauer Magnum (12%aa) 60 min
25g Saaz (3,5%aa) 0 min
OG: 1.052
Amargor: 20IBU
Fermento: US-05
Temperatura de sacarificação: 65C (90min)
Fervura: 75min
O açúcar entrou na receita para que pudéssemos aumentar um pouquinho o teor alcoólico e ao mesmo tempo deixá-la mais seca, pois com o baixo amargor não gostaríamos que ela ficasse doce. Pois é, ao contrário do que muita gente pensa, açúcar na cerveja não faz a cerveja ficar mais doce, muito pelo contrário! E não há nada de errado em se utilizar açúcar em algumas receitas, desde que seja utilizado para incrementar o sabor da cerveja.
O pedido foi para fazer uma cerveja leve e de baixo amargor, que pudesse agradar mesmo aqueles que ainda estão acostumados a beber cervejas comerciais. O estilo escolhido foi o blond ale (BJCP 6B), cujas características refletem exatamente o que o meu pai havia pedido.
A cerveja terá em torno de 5.3% de álcool, coloração dourada, um sabor equilibrado entre o malte e o baixo amargor (20 IBU) com um leve aroma de lúpulo (saaz). Apesar de ser uma ale, não será muito frutada e deverá ser relativamente seca.
A receita da cerveja é a seguinte:
Opus 31 – Aurelius Blond Ale
Volume final: 37 litros
Rendimento do equipamento: 70%
Maltes/adjuntos:
7kg malte pilsen (80%)
1,5kg malte munich (17,14%)
0,25kg açúcar (2,86%)
Lúpulos:
25g Hallertauer Magnum (12%aa) 60 min
25g Saaz (3,5%aa) 0 min
OG: 1.052
Amargor: 20IBU
Fermento: US-05
Temperatura de sacarificação: 65C (90min)
Fervura: 75min
O açúcar entrou na receita para que pudéssemos aumentar um pouquinho o teor alcoólico e ao mesmo tempo deixá-la mais seca, pois com o baixo amargor não gostaríamos que ela ficasse doce. Pois é, ao contrário do que muita gente pensa, açúcar na cerveja não faz a cerveja ficar mais doce, muito pelo contrário! E não há nada de errado em se utilizar açúcar em algumas receitas, desde que seja utilizado para incrementar o sabor da cerveja.
domingo, 2 de novembro de 2008
Ainda sobre o Workshop!
Depois de muita demora, posto aqui algumas fotos do Workshop que teve por volta de 50 pessoas.
Vários já entraram em contato, se cadastraram na lista e vão começar a fazer cerveja, ou seja, atingimos nosso objetivo de divulgar a Cerveja Caseira e Artesanal.
domingo, 26 de outubro de 2008
Workshop foi um sucesso!
Caros,
Nosso workshop foi um sucesso. Acredito que conseguimos transmitir a mensagem!
Como eu disse no workshop peço que aqueles que tiverem interesse cadastrem-se na lista de discussão cervejeirosfloripa@googlegroups.com. É só mandar um email para cervejeirosfloripa-subscribe@googlegroups.com que você irá começar a participar de nossas discussões.
Dentro em breve, colocarei o resultados dos sorteios e algumas fotos.
Muito Obrigado e que novos cervejeiros tenham sido "batizados" ontem! :D
Murilo
Nosso workshop foi um sucesso. Acredito que conseguimos transmitir a mensagem!
Como eu disse no workshop peço que aqueles que tiverem interesse cadastrem-se na lista de discussão cervejeirosfloripa@googlegroups.com. É só mandar um email para cervejeirosfloripa-subscribe@googlegroups.com que você irá começar a participar de nossas discussões.
Dentro em breve, colocarei o resultados dos sorteios e algumas fotos.
Muito Obrigado e que novos cervejeiros tenham sido "batizados" ontem! :D
Murilo
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Workshop - Atualização
O grande mestre Claudio Zastrow, um dos palestrantes do Workshop e novo mestre-cervejeiro da Schornstein, anunciou que irá sortear entre os presentes no evento 3 jóias.
São 3 cervejas produzidas pelo mosteiro trapista de Saint Sixtus, na cidade de Westvleteren, na Bélgica, a Westvleteren 6, a 8 e a 12.
Elas sãos as cervejas trapistas mais raras e mais celebradas, isto porque, além de serem consideradas as melhores, têm uma produção muito menor do que as demais.
A Westvleteren 12 é considerada a melhor cerveja do mundo pelo ratebeer, e realmente é uma cerveja espetacular.
Westvleteren 12
São 3 cervejas produzidas pelo mosteiro trapista de Saint Sixtus, na cidade de Westvleteren, na Bélgica, a Westvleteren 6, a 8 e a 12.
Elas sãos as cervejas trapistas mais raras e mais celebradas, isto porque, além de serem consideradas as melhores, têm uma produção muito menor do que as demais.
A Westvleteren 12 é considerada a melhor cerveja do mundo pelo ratebeer, e realmente é uma cerveja espetacular.
Westvleteren 12As cervejas da Westvleteren são famosas também por não possuirem rótulo. Todas as informações estão gravadas na tampinha. E outro fato interessante é que, para comprar a cerveja, deve-se ligar para o Mosteiro e agendar a retirada, de acordo com a disponibilidade de cervejas. Geralmente forma-se uma fila kilométrica de carros na porta do mosteiro para retirar a cerveja. Os monges ainda advertem que revender a cerveja é proibido... mas nem todos respeitam este pedido e ela é revendida no mundo todo.
Boa sorte aos participantes, que além destas cervejas estarão concorrendo a um kit de extrato de malte para a produção de uma Mild Bitter, oferecido pela Brazilways.
Boa sorte aos participantes, que além destas cervejas estarão concorrendo a um kit de extrato de malte para a produção de uma Mild Bitter, oferecido pela Brazilways.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Workshop "Produção Caseira de Cervejas Especiais"
Pessoal,
Segue a divulgação do workshop que estamos ajudando a organizar em Pomerode. Fizemos um workshop destes no ano passado e bastante gente começou a produzir depois de assistí-lo.
Vale a pena participar!
"A ACervA Catarinense (Associação dos Cervejeiros Artesanais de SC) promove no dia 25 de outubro, nas dependências da Cervejaria Schornstein, em Pomerode, o Workshop "Produção Caseira de Cervejas Especiais".
O objetivo do evento é apresentar o processo de produção caseira de cerveja, através da fabricação de uma cerveja no local por membros da ACervA Catarinense e de palestras sobre cerveja.
- Abertura: Marco Aurélio Zimmermann (Presidente da ACervA) e Murilo Foltran (cervejeiro da Opus - Cerveja Caseira do Campeche);
- Fabricação de Cerveja: Claudio Zastrow (Mestre Cervejeiro);
- Cervejas Caseiras: Raphael Tonera (Vencedor do III Concurso Nacional de Cervejas Caseiras na categoria "belgas");
- O Mundo da Cerveja: Paulo Feijão (Cervejólogo e dono do blog "oBIERcevando").
Abraços!
Segue a divulgação do workshop que estamos ajudando a organizar em Pomerode. Fizemos um workshop destes no ano passado e bastante gente começou a produzir depois de assistí-lo.
Vale a pena participar!
"A ACervA Catarinense (Associação dos Cervejeiros Artesanais de SC) promove no dia 25 de outubro, nas dependências da Cervejaria Schornstein, em Pomerode, o Workshop "Produção Caseira de Cervejas Especiais".
O objetivo do evento é apresentar o processo de produção caseira de cerveja, através da fabricação de uma cerveja no local por membros da ACervA Catarinense e de palestras sobre cerveja.
O evento é destinado tanto aos cervejeiros caseiros que desejam debater sobre o processo quanto para todos aqueles que desejam aprender esta arte.
O evento começa às 11h da manhã, se estendendo até o final da produção da cerveja, que deve ocorrer por volta das 18h.
O custo de participação é de R$50,00 para o público em geral e R$30,00 para sócios da ACervA Catarinense e mulheres (acompanhantes), com direito a:
- Almoço no restaurante da cervejaria;
- Rodada de degustação de chopes da Schornstein;
- Degustação de cervejas caseiras.
*Chopes e petiscos consumidos no bar da cervejaria não estão inclusos.
As palestras serão as seguintes:*Chopes e petiscos consumidos no bar da cervejaria não estão inclusos.
- Abertura: Marco Aurélio Zimmermann (Presidente da ACervA) e Murilo Foltran (cervejeiro da Opus - Cerveja Caseira do Campeche);
- Fabricação de Cerveja: Claudio Zastrow (Mestre Cervejeiro);
- Cervejas Caseiras: Raphael Tonera (Vencedor do III Concurso Nacional de Cervejas Caseiras na categoria "belgas");
- O Mundo da Cerveja: Paulo Feijão (Cervejólogo e dono do blog "oBIERcevando").
Abraços!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Shit happens
Pois é... todos os cervejeiros caseiros estão sujeitos a infortúnios, mas eles sempre causam uma certa "dor no coração" quando envolvem a perda de um lote ou parte dele.
Quando a perda é por contaminação, nos sentimos incompetentes por um momento, depois nos perguntamos "onde é que eu errei", e por fim criamos uma hipótese para o problema e absorvemos a experiência como um aprendizado.
Mas outra forma de perda acaba nos deixando mais indignados: é quando a cerveja ficou boa e a perda foi por um acidente. O Mauro Nogueira conta a história de um galão de maturação que estava "empilhado" na geladeira e acabou caindo, inundando a cozinha com uma cerveja que estava muito boa. E agora temos a nossa história, que tem um final igualmente infeliz.
Antes do Murilo viajar, fizemos uma pilsen. Era a nossa segunda pilsen, e fizemos alguns ajustes em relação à primeira cerveja. Pois bem, a cerveja fermentou por pouco mais de 20 dias e estava maturando por quase 1 mês. Além disto, fizemos uma Oktoberfest em conjunto com o Filipe Costa e o Max. Ambas estavam dentro do nosso freezer...
Há uns 15 dias atrás comecei a sentir um cheiro de cerveja azeda na garagem, e atribuí este aroma a um barril de chope de trigo que tinha aberto um tempo atrás e que tinha vazado um pouco no chão. Mas mesmo depois de remover o barril e limpar o chão o cheiro continuava.
Então a Rosi, inquieta com o aroma desagradável, olhou atrás do freezer e verificou que havia uma espuma saindo do sumidouro. Tudo bem, o fundo do nosso freezer estava precisando de uma limpeza fazia um tempo, mas aquela espuma estava esquisita. Olhando por dentro o fundo do freezer, dava pra ver que estava molhado, mas não parecia ser nada demais.
Resolvemos então fazer a limpeza no fim de semana... e qual a minha surpresa ao pegar o balde branco onde estavam maturando 17 litros de pilsen, e verificar que havia apenas um pouco de cerveja, na altura da torneira! É, estava vazando cerveja este tempo todo e lá se foi metade da produção da pilsen. Sem contar a sujeira! A espuma na verdade era a cerveja que "refermentava" ao sair do freezer...
Utilizamos baldes brancos atoxicos para maturar e engarrafar cerveja, com uma torneira bem simples acoplada. O problema é que a torneira é muito frágil e é fácil quebrar ao fechá-la. Quando isto acontece ainda é possível utilizá-la, mas é difícil de girar para abrir/fechar. Aparentemente ela ficava bem fechada, mas desta vez parece que ela cedeu um pouco e a cerveja vazou gota a gota.
O resto que estava no balde eu tomei, sem gás mesmo, e estava muito boa. Mas falaremos mais dela quando a tomarmos no postmix, onde os outros 17 litros dela foram parar...
Shit happens...
Quando a perda é por contaminação, nos sentimos incompetentes por um momento, depois nos perguntamos "onde é que eu errei", e por fim criamos uma hipótese para o problema e absorvemos a experiência como um aprendizado.
Mas outra forma de perda acaba nos deixando mais indignados: é quando a cerveja ficou boa e a perda foi por um acidente. O Mauro Nogueira conta a história de um galão de maturação que estava "empilhado" na geladeira e acabou caindo, inundando a cozinha com uma cerveja que estava muito boa. E agora temos a nossa história, que tem um final igualmente infeliz.
Antes do Murilo viajar, fizemos uma pilsen. Era a nossa segunda pilsen, e fizemos alguns ajustes em relação à primeira cerveja. Pois bem, a cerveja fermentou por pouco mais de 20 dias e estava maturando por quase 1 mês. Além disto, fizemos uma Oktoberfest em conjunto com o Filipe Costa e o Max. Ambas estavam dentro do nosso freezer...
Há uns 15 dias atrás comecei a sentir um cheiro de cerveja azeda na garagem, e atribuí este aroma a um barril de chope de trigo que tinha aberto um tempo atrás e que tinha vazado um pouco no chão. Mas mesmo depois de remover o barril e limpar o chão o cheiro continuava.
Então a Rosi, inquieta com o aroma desagradável, olhou atrás do freezer e verificou que havia uma espuma saindo do sumidouro. Tudo bem, o fundo do nosso freezer estava precisando de uma limpeza fazia um tempo, mas aquela espuma estava esquisita. Olhando por dentro o fundo do freezer, dava pra ver que estava molhado, mas não parecia ser nada demais.
Resolvemos então fazer a limpeza no fim de semana... e qual a minha surpresa ao pegar o balde branco onde estavam maturando 17 litros de pilsen, e verificar que havia apenas um pouco de cerveja, na altura da torneira! É, estava vazando cerveja este tempo todo e lá se foi metade da produção da pilsen. Sem contar a sujeira! A espuma na verdade era a cerveja que "refermentava" ao sair do freezer...
Utilizamos baldes brancos atoxicos para maturar e engarrafar cerveja, com uma torneira bem simples acoplada. O problema é que a torneira é muito frágil e é fácil quebrar ao fechá-la. Quando isto acontece ainda é possível utilizá-la, mas é difícil de girar para abrir/fechar. Aparentemente ela ficava bem fechada, mas desta vez parece que ela cedeu um pouco e a cerveja vazou gota a gota.
O resto que estava no balde eu tomei, sem gás mesmo, e estava muito boa. Mas falaremos mais dela quando a tomarmos no postmix, onde os outros 17 litros dela foram parar...
Shit happens...
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