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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Shit happens

Pois é... todos os cervejeiros caseiros estão sujeitos a infortúnios, mas eles sempre causam uma certa "dor no coração" quando envolvem a perda de um lote ou parte dele.

Quando a perda é por contaminação, nos sentimos incompetentes por um momento, depois nos perguntamos "onde é que eu errei", e por fim criamos uma hipótese para o problema e absorvemos a experiência como um aprendizado.

Mas outra forma de perda acaba nos deixando mais indignados: é quando a cerveja ficou boa e a perda foi por um acidente. O Mauro Nogueira conta a história de um galão de maturação que estava "empilhado" na geladeira e acabou caindo, inundando a cozinha com uma cerveja que estava muito boa. E agora temos a nossa história, que tem um final igualmente infeliz.

Antes do Murilo viajar, fizemos uma pilsen. Era a nossa segunda pilsen, e fizemos alguns ajustes em relação à primeira cerveja. Pois bem, a cerveja fermentou por pouco mais de 20 dias e estava maturando por quase 1 mês. Além disto, fizemos uma Oktoberfest em conjunto com o Filipe Costa e o Max. Ambas estavam dentro do nosso freezer...

Há uns 15 dias atrás comecei a sentir um cheiro de cerveja azeda na garagem, e atribuí este aroma a um barril de chope de trigo que tinha aberto um tempo atrás e que tinha vazado um pouco no chão. Mas mesmo depois de remover o barril e limpar o chão o cheiro continuava.

Então a Rosi, inquieta com o aroma desagradável, olhou atrás do freezer e verificou que havia uma espuma saindo do sumidouro. Tudo bem, o fundo do nosso freezer estava precisando de uma limpeza fazia um tempo, mas aquela espuma estava esquisita. Olhando por dentro o fundo do freezer, dava pra ver que estava molhado, mas não parecia ser nada demais.

Resolvemos então fazer a limpeza no fim de semana... e qual a minha surpresa ao pegar o balde branco onde estavam maturando 17 litros de pilsen, e verificar que havia apenas um pouco de cerveja, na altura da torneira! É, estava vazando cerveja este tempo todo e lá se foi metade da produção da pilsen. Sem contar a sujeira! A espuma na verdade era a cerveja que "refermentava" ao sair do freezer...

Utilizamos baldes brancos atoxicos para maturar e engarrafar cerveja, com uma torneira bem simples acoplada. O problema é que a torneira é muito frágil e é fácil quebrar ao fechá-la. Quando isto acontece ainda é possível utilizá-la, mas é difícil de girar para abrir/fechar. Aparentemente ela ficava bem fechada, mas desta vez parece que ela cedeu um pouco e a cerveja vazou gota a gota.

O resto que estava no balde eu tomei, sem gás mesmo, e estava muito boa. Mas falaremos mais dela quando a tomarmos no postmix, onde os outros 17 litros dela foram parar...

Shit happens...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Opus 18 - Extra Special Bitter

Neste fim de semana resolvemos repetir uma das nossas melhores receitas, a ESB que enviamos para o Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn.
Não haviamos repetido esta receita ainda pois não tínhamos um dos ingredientes mais importantes da receita, o malte munich.
Foram feitos alguns ajustes, como substituição do malte chocolate pelo malte Carafa III, o lúpulo de amargor de Columbus para Magnum, o amargor de 35 para 45IBU e o teor alcoólico de 5.3% para 6,5%.
Durante a brassagem contamos com a ilustre visita do Feijão, do blog oBIERcevando, que pôde provar algumas de nossas cervejas.
A ESB deve ficar pronta perto do fim do mês.


Em nota paralela, nossa pilsen (Opus 17) parece estar ficando muito boa. A sua coloração ficará em um dourado intenso, com boa translucidês. Já dá pra perceber que o amargor ficou bem acentuado, com o malte também bem presente. Esta cerveja demorará ainda uns 15 dias para ficar pronta no postmix, e uns 25 na garrafa.

Em breve postaremos algumas fotos da Opus XV (Strong Golden Ale) e da Opus 16 (Brown Ale).