Neste final de semana, como previsto, realizamos nossa décima segunda brassagem, a primeira de 2008. Como estamos sem malte pilsen, tivemos que pegar emprestado do Tiago Costa, da Cerveja Avatar, a cerveja caseira da casa da floresta, no Canto da Lagoa. Uma verdadeira lenda aqui em Florianópolis!
A decisão sobre a receita foi tomada parcialmente no sábado antes de ir pegar o malte na casa do Tiago, quando decidimos que não iríamos pegar ainda malte de trigo. Descartada a cerveja de trigo, ficamos entre uma Pale Ale inglesa ou americana. Por fim, antes da brassagem decidimos pela americana.
Ao moer o malte percebemos que tínhamos trazido 1kg a mais do que o previsto da casa do Tiago, e como não adianta guardar tão pouco malte, resolvemos usar tudo.
Pretendíamos fazer uma American Pale Ale mais forte desta vez, com algo em torno de 7%, mas acabamos com uma cerveja com um potencial de chegar em até 8% ou mais! A OG ficou em 1.086!!
Utilizamos lúpulo nugget para amargor e cascade para sabor e aroma, mas pegamos um pouco leve no amargor final. Ela ficou só com 35IBUs.
Como a OG estava muito alta, resolvemos utilizar 3 pacotes de fermento ao invés de 2. Utilizamos o US-05, perfeito para as pale ale americanas.
Ao final da brassagem, o Denys foi lá em casa e nos deu a triste notícia, já anunciada pelo Murilo, da explosão da última garrafa da ESB do concurso da Eisenbahn no freezer da casa dele. Junto com esta garrafa também explodiu uma Fuller's ESB, que desejávamos degustar junto com a nossa.
Como consolo, decidimos tomar a primeira garrafa de Opus que foi engarrafada. Estava muito boa, embora já desse para sentir que estava começando a regredir no sabor. Ela deve ter atingido o seu "pico" em torno de 2 meses (ela já estava com quase 4 meses).
Estamos em carga total de produção em janeiro, pois não queremos que falte cerveja no carnaval! Já estamos pensando na Opus 13, que provavelmente será algum tipo de Pale Ale Inglesa.
Marco Zimmermann
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Está provado! Cervejas especiais explodem no congelador!
O título desse post é algo já conhecido de todos. Mas é sempre importante ressaltar, pois o pessoal aqui conseguiu "explodir" o último exemplar da nossa Opus ESB. Sim, aquela famosa do concurso... de tanto a gente guardar para tomar, acabou explodindo! :S Pior foi o Denys que teve que limpar o elixir sagrado da geladeira dele... Mas como ele mesmo disse: "Pelo menos explodiu bonito!" :P
Bom ai para "compensar", abrimos ontem (domingo - 07/01/2008) a primeira garrafa de Opus produzida na face da Terra! O Marco teve o prazer de abrí-la. O momento mágico está na foto a seguir.

Segue uma foto da bichinha!
O Marco já falou um pouco sobre ela e reforço o que sempre dizem, sei que é difícil, mas guardem alguns "exemplares" para tomar depois de 2 ou 3 meses. É incrível como elas arredondam. Abaixo segue uma foto nossa, felizes da vida com o resultado do "envelhecimento" da Opus 1. Assim o Denys e o Marco deram uma trégua na pra mim por conta de ter deixado a garrafa no congelador.
Crédito das fotos para a Manuela Leite nossa fotógrafa oficial.
Bom ai para "compensar", abrimos ontem (domingo - 07/01/2008) a primeira garrafa de Opus produzida na face da Terra! O Marco teve o prazer de abrí-la. O momento mágico está na foto a seguir.
Segue uma foto da bichinha!
Crédito das fotos para a Manuela Leite nossa fotógrafa oficial.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Habemus Cerevisiam!!

Em primeiro lugar, bem vindos à garagem virtual da Opus. Para aqueles que ainda não conhecem a "fábrica" da Opus, ela produzida na garagem da nossa casa no Campeche. Podemos dizer que ela é uma autêntica "Garage Ale".
Este blog tem início 4 meses e 11 brassagens após a brassagem inaugural, ocorrida no dia da Independência Cervejeira, como já frisado pelo Murilo. Por este motivo, começaremos com uma pequena retrospectiva do que aconteceu de lá pra cá.
A idéia de produzirmos cerveja em casa começou há muito tempo, junto com a idéia de produzir rollmops. A idéia ficou mais forte ainda quando nos mudamos para o Campeche em outubro de 2006. Infelizmente, por problemas de logística (sic), tivemos que esperar mais de 1 ano para efetivamente dar início à produção de cerveja. E infelizmente, ainda não começamos a produzir rollmops! :(
Mas neste meio tempo, tivemos oportunidade de ler bastante e estudar muito na internet sobre a produção de cerveja, contando com o auxílio do Raphael Tonera, cervejeiro caseiro de Floripa, e do Reinoldo Steinhaus, cervejeiro do Chopp Ilhéu.
A grande oportunidade de darmos início à produção surgiu quando passei uns dias no Rio de Janeiro trabalhando nos Jogos Panamericanos, e quando tive a oportunidade de conhecer o pessoal da AcervA Carioca. Através dos contatos prévios que tinha feito com o Mauro Nogueira através da AICCA, marquei um encontro com eles no Aconchego Carioca (17/7/07).
Lá, fui convidado pelo Mauro para auxiliá-lo na produção de uma cerveja, o que viria a ser meu primeiro contato com a cerveja caseira. A partir disto, tinha certeza que não demoraria muito para iniciar a nossa produção. O processo simples utilizado pelo Mauro e a sua experiência didática obtida em anos de cursos da Confraria do Marquês, somados aos anos de estudos prévios, foram suficientes para começarmos por conta própria.
Uma segunda visita ao Rio durante os Jogos Para-Panamericanos e mais uma oportunidade de produzir cerveja com o Mauro fizeram com que eu marcasse a dia da primeira brassagem: o feriado da independência.
Da minha volta à Floripa até este dia, tinhamos exatamente 2 semanas. E aí começou a nossa correria para montar o equipamento a tempo. O primeiro item comprado foi um termômetro "analógico". Em seguida compramos panelas, cobre para o chiller... O densímetro foi o último item, chegou pelo correio 1 dia antes.
Ainda não tínhamos malte e só tínhamos lúpulo cascade, mas o Reinoldo veio ao nosso socorro e nos emprestou 20kg de malte pilsen e alguns gramas de lúpulo columbus e tettnanger. O problema é que o Reinoldo esqueceu que estávamos ainda sem moedor e nos entregou o malte "não moído", o que me fez sair do Campeche, ir até a Trindade pegar o Reinoldo, ir até o Rio Vermelho na fábrica do Chopp Ilhéu para moer o malte, voltar à Trindade para deixar o Reinoldo, e voltar para o Campeche a tempo de começar a brassagem e assistir à França cair diante da Argentina no jogo inaugural da Copa do Mundo de Rugby. Ou seja, 100km rodados.
A primeira receita escolhida foi uma American Pale Ale "simplificada", pois utilizamos apenas malte pilsen. Utilizamos o cascade para dar o aroma característico e fermento US-05. Até este momento a cerveja ainda estava com o nome provisório de "Onodí" (da expressão mané "onodí o nome", i.e. eu não dei o nome). Mas desde que eu comecei a pensar em fazer cerveja, eu pensava em numerar cada uma delas com um número "Opus" (obra em latim), que é como os compositores numeram as suas obras. Então esta primeira seria a "Opus 1".
E o nome da nossa APA acabou ficando Opus 1 mesmo, e a partir daí nossos amigos começaram a chamar nossas cervejas seguintes de Opus. Ou seja, achamos um nome para a nossa cerveja: Opus - Cerveja Caseira do Campeche (Opus C3).
Neste domingo faremos a brassagem da Opus 12, que ainda nem sabemos qual será. Talvez uma de trigo, talvez mais uma American Pale Ale? Acho que vamos decidir isto na Padoca!
Quando der tempo falaremos um pouco da nossa aventura maior: o Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn...
Um abraço!
Marco Zimmermann
OBS: O título desta postagem refere-se às primeiras palavras proclamadas após o primeiro gole da primeira garrafa da Opus 1.
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