segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mauro Nogueira na Padoca!

Nesta última sexta-feira (24/04) Mauro Nogueira da ACervA Carioca, O Cara que ensinou Marco e, consequentemente, eu, esteve na Padoca com sua preciosa e poderosa Hop Wine.
Eu já o conhecia e já o tinha como um grande amigo, muito gente boa, sempre disposto a ajudar o movimento cervejeiro crescer!

Cleo servindo uma Hop Wine

A Hop Wine é provavelmente a cerveja mais lupulada já feita no Brasil, com mais de 100 IBU e muito aroma de lúpulo. Possui ainda poderosos 11.7% de álcool e foi feita com o malte Maris Otter.
A Padoca estava cheia e o pessoal da ACervA Catarinense apareceu em peso com suas cervejas. Segundo o Ricardo Panarotto, sim ele é irmão dos Repolho, as cervejas que participaram foram:
  • Bohemian Pilsner e Helles bock (Tonera)
  • Witbier Traíra(Max)
  • Strong Golden Ale e Porter (Opus)
  • Rauchbier (Gustavo)
  • Rauchbier Maria Fulô (Panarotto, Alysson e Luciano)
  • Hop Wine e Weiss (Mauro - ACervA Carioca)
  • Pilsen (gurizada nova não lembramos o nome)
  • Dunkel (Eisenbahn)
  • Irish Red Ale da Totus Tuus (Anastácio e Pardal)
Se não tá na lista manda um email que a gente arruma. Seguem algumas fotos:

Mauro, Junior, Lu e o Tonera ali atrás

Mauro e Murilo (meio passado já :D)

Tonera, Max e Mauro

Em pé: Luciano, Mauro, Alysson, Gustavo e Max
Murilo no meio, Panaroto de camisa verde e o Tonera mais abaixado

No fundo: Reinoldo, Luciano, Gustavo, Mauro, Max, Murilo, Junior
As mulheres: Fabiana, Lu
Panaroto fazendo graça. Alysson e Tonera abaixados
e tem parte das cabeças do mais novo casal cervejeiro que o Anastácio
está doutrinando. Assim que levarem uma cerveja aparecem por completo na foto :D


Foi muito legal mesmo e mais uma sexta inesquecível, pena que o Marco não estava por aqui. Mas ele deve tomar uma no Rio antes de voltar para Floripa com o Mauro em pessoa.
É isso ai, próxima sexta tem mais!

Cheers,

Murilo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Caminhada dos 20 litros

Para comemorar a mudança de sede da Opus, fizemos uma caminhada com um postmix de Strong Golden Ale no Opus Móvel. Na verdade não conseguimos terminar o postmix durante a caminhada, mas uma costela que estava sendo preparada desde a manhã nos ajudou a terminá-lo.
Infelizmente o cansaço e o alto teor alcolico da Opus 39, cerca de 9%, nos induziram a esquecer de tirar fotos da chegada, da costela e da casa!

Os participantes da esq. pra dir. Ednardo, Gão (carregando o Opus Móvel), Marco, Murilo e Denys com a Noia mais a frente e o Pivo escondido

Juan que tirou quase todas as fotos sem foco mas estava também

segunda-feira, 30 de março de 2009

Tesouro encontrado

Neste fim de semana tivemos uma grata surpresa. Começamos a organizar a cervejaria para a mudança que iremos fazer esta semana, e no meio da bagunça de garrafas vazias e cheias contaminadas, encontramos 2 garrafas "flip-top" cheias e supostamente contaminadas que gostaríamos de reaproveitar.

Estas garrafas contaminadas estão guardadas há mais de 1 ano, e ainda não tínhamos jogado fora por preguiça. Mas estas duas "flip-top" estavam um pouco separadas das demais, e quando estava prestes a abrí-las e jogar o conteúdo fora, resolvi colocá-las para gelar e ver o que tinha realmente dentro delas.

Sem muita pretenção, abri a primeira quando ainda nem estava muito gelada, e minha surpresa começou quando resolvi cheirar a cerveja ainda na garrafa. Nenhum sinal de contaminação, muito pelo contrário, percebi um delicioso aroma caramelado e com leve lúpulo. Ansioso, coloquei um pouquinho da cerveja no primeiro copo de requeijão que vi pela frente e cheirei novamente, confirmando minha primeira impressão.

É comum abrirmos uma garrafa que sabemos que está contaminada na esperança de que ela por um milagre não esteja, mas desta vez parecia que ela realmente não estava contaminada.

A prova final viria na degustação. Provei o que tinha colocado no copo de requeijão e fui obrigado a gritar "Murilo, tu não vai acreditar", e ele veio andando descrédulo e eu falei "Adivinha que cerveja é esta?", e ele , ainda achando que era uma das contaminadas, não entendia minha alegria. Ele provou e falou "é aquela Red Ale do ano retrasado!".

Aí ele entendeu minha empolgação. Esta cerveja foi uma das primeiras que fizemos, e até aquele momento a consideramos a nossa melhor. O que não entendemos é como pudemos esquecer duas garrafas logo desta cerveja!

Comparando com a cerveja quando ela estava nova, notamos que o sabor de caramelo se intensificou, mesclando perfeitamente com o amargor, e o aroma de lúpulo suavizou, mas mesmo assim ainda estava presente.
A cerveja ficou totalmente translúcida, parecendo uma comercial filtrada. A carbonatação estava perfeita.
Não dá pra dizer que estava melhor do que quando nova, mas estava mais "bem acabada".

Esta foi a nossa única oportunidade de provar uma cerveja nossa com tanto tempo de garrafa. Ela ficou aproximadamente 1 ano e 2 meses escondida de nós e da luz, em condições que a ajudaram a envelhecer maravilhosamente bem, apesar de seu teor alcoólico médio (5,7%).

Sorte que eram 2 as garrafas esquecidas, e ainda temos a outra para degustar com mais calma. Pena que ela já estava na geladeira, e terá que continuar lá até decidirmos que é o momento de degustá-la. Se estivesse fora, acho que valeria a pena deixá-la mais um tempo para ver o que aconteceria.

Com esta experiência involuntária tiramos a prova de que cerveja caseira pode durar bastante tempo, e que com o envelhecimento ela tende a adquirir características bem interessantes.



Foto do tesouro encontrado. O segundo copo servido já estava mais turvo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Atualizações

Depois de tanto tempo sem atualizar o blog, temos muita coisa pra contar...

Último Extra-malte de 2008

Eu, o Murilo e o Raphael Tonera fomos convidados para participar do último extra-malte de 2008, em Porto Alegre. Infelizmente o Murilo não pode ir, mas o evento foi muito bom, e contou ainda com a participação do nosso grande amigo Reinoldo Steinhaus, da Cervejaria da Ilha.
Sady Homrich, Marco Zimmermann, Raphael Tonera e Reinoldo Steinhaus, no palco do Extra-malte.

Cerveja Edensaft

Pouco antes do natal recebemos um presente inusitado, dos nossos amigos Rubens Deeke, Selvino Souza e Dirk Reiter. Uma garrafa da India Pale Ale que eles enviaram para o III Concurso da ACerva, e que ficou em 8º entre 46 participantes. Uma cerveja realmente especial, e que mereceu a colocação alcançada. Ficamos felizes por ter participado em parte na elaboração da receita.
Brindando com a Edensaft English India Pale Ale na Padoca!


Opus 31 Aurelius Blond Ale

A nossa cerveja feita para o natal, a Blond Ale apresentada em postagem anterior, fez bastante sucesso. O amargor ficou dentro do esperado, e ela ficou tão seca quanto esperávamos. Ela poderia ter ficado um pouco menos frutada, mas isto aconteceu porque a nossa geladeira quebrou e ela fermentou a uma temperatura próxima a 25C. Da próxima vez, também diminuiria um pouco a proporção do Munich.

Aurelius Blond Ale em Gaspar, no dia 25/12/08. Ficou bem clarinha (utilizamos Irish Moss).

Opus 32 Amnésia e 33 Witbier

Para o ano novo fizemos 2 cervejas, uma IPA Americana que já havíamos feito 2 vezes antes, a Amnésia, e uma Witbier.
Já contamos a história da Amnésia, e também já havíamos feito uma witbier. Mas como sempre, mudamos alguns detalhes nas receitas. Diminuímos um pouco a proporção de malte caramelo na Amnésia, deixando-a mais seca. Mas com isto também a deixamos mais alcoólica, chegando a 10.1%!! Também aumentamos o amargor (de 40 para 55IBU) e fizemos mais dry-hopping com cascade.
Na Witbier, reduzimos o número das laranjas que utilizamos para tirar a casca (de 8 para 6) e colocamos mais pimenta do reino (15g para 35 litros). Mas a grande diferença foi a utilização de trigo não maltado (25%) junto com o malte de trigo (também 25%).
A cerveja ficou muito boa, e acredito que a única modificação que faríamos seria reduzir o número de laranjas para 5.

Cervejeiro caseiro argentino na casa da Opus

Recemos a ilustre visita do cervejeiro Javier Schaerer (Javierdu), que pertence à associação argetina chamada Somos Cerveceros. O Javier estava passando férias em Canasvieiras, aqui em Florianópolis, e pela internet conseguiu o nosso contato. Ele veio acompanhado do seu pai, e tivemos momentos agradáveis de intercâmbio cervejeiro, provando algumas das produções do Javier, que produz a Weihem. Os estilos provados foram APA, Brown Ale e Weizen, todas excelentes.
Max, Marco, Javier e Ernesto (pai do Javier), brindando com Opus.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Fotos!!!

Caros,

Tive meu carro arrombado e infelizmente levaram minha camera com as fotos de sexta. Entre elas: as fotos da Aurelius Blond Ale engarrafada, a foto da cerveja campeã e ainda por cima as fotos da visita do Sadi do Nenhum de Nós na padoca.

Uma pena.....

Sem mais,

Murilo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Opus 31 – Aurelius Blond Ale

Ontem fizemos uma cerveja especial. Especial por 2 motivos, o primeiro, que ela será a nossa cerveja de natal, e o segundo e mais importante, que ela foi encomendada pelo meu pai, e é em sua homenagem que a batizamos de Aurelius Blond Ale (o nome dele é Aurélio).

O pedido foi para fazer uma cerveja leve e de baixo amargor, que pudesse agradar mesmo aqueles que ainda estão acostumados a beber cervejas comerciais. O estilo escolhido foi o blond ale (BJCP 6B), cujas características refletem exatamente o que o meu pai havia pedido.

A cerveja terá em torno de 5.3% de álcool, coloração dourada, um sabor equilibrado entre o malte e o baixo amargor (20 IBU) com um leve aroma de lúpulo (saaz). Apesar de ser uma ale, não será muito frutada e deverá ser relativamente seca.

A receita da cerveja é a seguinte:

Opus 31 – Aurelius Blond Ale

Volume final: 37 litros
Rendimento do equipamento: 70%

Maltes/adjuntos:
7kg malte pilsen (80%)
1,5kg malte munich (17,14%)
0,25kg açúcar (2,86%)

Lúpulos:
25g Hallertauer Magnum (12%aa) 60 min
25g Saaz (3,5%aa) 0 min

OG: 1.052
Amargor: 20IBU
Fermento: US-05

Temperatura de sacarificação: 65C (90min)
Fervura: 75min

O açúcar entrou na receita para que pudéssemos aumentar um pouquinho o teor alcoólico e ao mesmo tempo deixá-la mais seca, pois com o baixo amargor não gostaríamos que ela ficasse doce. Pois é, ao contrário do que muita gente pensa, açúcar na cerveja não faz a cerveja ficar mais doce, muito pelo contrário! E não há nada de errado em se utilizar açúcar em algumas receitas, desde que seja utilizado para incrementar o sabor da cerveja.

domingo, 2 de novembro de 2008

Ainda sobre o Workshop!

Depois de muita demora, posto aqui algumas fotos do Workshop que teve por volta de 50 pessoas.
Vários já entraram em contato, se cadastraram na lista e vão começar a fazer cerveja, ou seja, atingimos nosso objetivo de divulgar a Cerveja Caseira e Artesanal.

Durante a moagem

Palestra do Claudio bastante elucidativa com conceitos para todos os níveis.


Eu ali falando

Agradecemos a todos que participaram e a Schornstein por ceder o local e a infra necessária.

Murilo