quarta-feira, 6 de maio de 2009

Opus 43 - Cervejas de trigo "Campeãs"

No fim de semana passado fizemos uma brassagem em clima de desisões de campeonatos estaduais. Eu (Marco) aguardando a final do Campeonato Catarinense, onde o Avaí enfrentaria a Chapecoense, e o Murilo aguardando o jogo do Atlético Paranaense contra o Cianorte, onde o Atlético poderia sagrar-se Campeão Paranaense.
A cerveja feita foi uma Weizenbier, cerveja de trigo clara de estilo alemão, e como temos 2 fermentos secos deste estilo disponíveis no Brasil, o Munich, da Danstar, e o WB-06, da Fermentis, resolvemos usar um em cada galão de fermentação.
Como ambos os nossos times foram campeões, resolvemos batizar uma de "Weizen Avaiana" e a outra de "Weizen Rubro-Negra".

Segue a receita:

Weizen Campeã (Avaiana/Rubro-Negra)

4,5Kg Malte de Trigo 52%
2Kg Malte Pilsen 23%
2Kg Malte Munich 23%
0,1Kg Malte Carahell 1,2%

15g Lúpulo Magnum (15%) 60min (15IBU)

Temperaturas de mosturação:
55C 30min
66C 40min
68C 20min
78C 15min

Fervura: 75min

OG: 1.046

Fermentação a temperatura ambiente (média de 21C)

Esta receita foge um pouco da receita clássica da weizenbier, que é 50% malte de trigo e 50% malte pilsen, e foi inspirada na cerveja de trigo do Mauro que tomei semana passada no Rio (e que ele levou na padoca), que nem tinha pilsen na receita (50% Vienna). Claro que não chegará nem perto da do Mauro (ele usou fermento líquido), mas achei legal a idéia de utilizar outros maltes além do pilsen.
A cor ficou um pouco mais escura do que as cervejas de trigo mais normais, tipo as brasileiras ou a Erdinger, puxando um pouco para a Franziskaner, mas mais clara do que a Schneider.
Infelizmente estes fermentos secos de cerveja de trigo não são muito bons, comparando com os fermentos líquidos, diferente de outros fermentos secos como o US-05, o S-04 ou até mesmo o T-58, que não perdem tanto assim para os líquidos.
Mas mesmo assim acredito que em menos de 2 semanas teremos boas cervejas de trigo para beber assistindo os jogos do Avaí e do Atlético no Brasileirão.

Ainda no clima de futebol, em breve falarei de outro projeto zito-futebolístico envolvendo o Avaí.

Saudações Campeãs!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Encontro da ACervA Carioca e Catarinense

Sexta-feira passada tivemos a ilustre visita do Mauro Nogueira, cervejeiro caseiro do Rio de Janeiro com quem tive a honra de fazer minha primeira brassagem, nos idos de 2007.
Infelizmente eu estava no Rio e não pude participar do encontro na Padaria, descrito pelo Murilo no último post, mas tive a chance de reencontrar o Mauro aqui no Rio na casa do Botto, no dia 28/04, junto com o Filipe, que também estava no Rio e perdeu o encontro da padaria.
Como não podia deixar de ser, o encontro foi maravilhoso, regado a boas cervejas e bate-papo cervejeiro de alta qualidade. Provamos algumas cervejas do Botto (Munich Dunkel e Rauchbier) e também as cervejas que o Mauro levou na Padoca (Hop Wine e Weiss) e sua American Brown Ale. Tomamos também uma Tripel bem legal feita pelo Everdan, da ACervA Capixaba.
As cervejas do Botto dispensam apresentação. Tanto a Munich Dunkel quanto a Rauchbier (famosa Feiticeira) estavam excelentes.
Já havia provado a Hop Wine no concurso do ano passado em BH, e ao provar ontem cheguei a conclusão de que ela é a melhor cerveja produzida no Brasil. Apesar dos mais de 100 IBU e 11,7% de álcool, o equilibrio e o drikability desta cerveja são impressionantes, tornando-a perigosamente fácil de beber. O lúpulo é o destaque nesta cerveja, tanto no aroma quanto no sabor. Não é a toa, pois segundo o Mauro foram utilizados no total 500g de lúpulo para 40 litros, quantidade normalmente utilizada na produção de mais de 1000 litros de uma pilsen comercial.
A weiss também merece destaque. Utilizando fermento líquido e 50% de malte de trigo e 50% de malte Vienna, a cerveja estava simplesmente maravilhosa, muito melhor do que qualquer cerveja de trigo comercial produzida no Brasil e tão boa quanto as melhores alemãs.

Mauro, Lu, Tatiana, Marco, Alexandre, Botto, Aimberê e Filipe
brindando com a Munich Dunkel do Botto.


Eu e o Mauro brindado com a Hop Wine

Na hora de ir embora, todos já alegres de tanta cerveja boa.
Em detalhe as cervejas que tomamos de "saideira".

Bem, se eu estava triste por não ter participado do encontro na Padaria, ontem tive o meu consolo. Além disto, não posso reclamar desta viagem, pelo menos cervejeiramente falando. No dia anterior, fui com o Botto na Beer Taste, uma loja maravilhosa na Barra da Tijuca, onde tomei várias Hoegaarden Grand Cru, uma Chimay Tripel, um pouco de Duvel e provinhas da Westvleteren Blond e da especialíssima Samuel Adams Utopias (valeu Leo!).

Um abraço!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mauro Nogueira na Padoca!

Nesta última sexta-feira (24/04) Mauro Nogueira da ACervA Carioca, O Cara que ensinou Marco e, consequentemente, eu, esteve na Padoca com sua preciosa e poderosa Hop Wine.
Eu já o conhecia e já o tinha como um grande amigo, muito gente boa, sempre disposto a ajudar o movimento cervejeiro crescer!

Cleo servindo uma Hop Wine

A Hop Wine é provavelmente a cerveja mais lupulada já feita no Brasil, com mais de 100 IBU e muito aroma de lúpulo. Possui ainda poderosos 11.7% de álcool e foi feita com o malte Maris Otter.
A Padoca estava cheia e o pessoal da ACervA Catarinense apareceu em peso com suas cervejas. Segundo o Ricardo Panarotto, sim ele é irmão dos Repolho, as cervejas que participaram foram:
  • Bohemian Pilsner e Helles bock (Tonera)
  • Witbier Traíra(Max)
  • Strong Golden Ale e Porter (Opus)
  • Rauchbier (Gustavo)
  • Rauchbier Maria Fulô (Panarotto, Alysson e Luciano)
  • Hop Wine e Weiss (Mauro - ACervA Carioca)
  • Pilsen (gurizada nova não lembramos o nome)
  • Dunkel (Eisenbahn)
  • Irish Red Ale da Totus Tuus (Anastácio e Pardal)
Se não tá na lista manda um email que a gente arruma. Seguem algumas fotos:

Mauro, Junior, Lu e o Tonera ali atrás

Mauro e Murilo (meio passado já :D)

Tonera, Max e Mauro

Em pé: Luciano, Mauro, Alysson, Gustavo e Max
Murilo no meio, Panaroto de camisa verde e o Tonera mais abaixado

No fundo: Reinoldo, Luciano, Gustavo, Mauro, Max, Murilo, Junior
As mulheres: Fabiana, Lu
Panaroto fazendo graça. Alysson e Tonera abaixados
e tem parte das cabeças do mais novo casal cervejeiro que o Anastácio
está doutrinando. Assim que levarem uma cerveja aparecem por completo na foto :D


Foi muito legal mesmo e mais uma sexta inesquecível, pena que o Marco não estava por aqui. Mas ele deve tomar uma no Rio antes de voltar para Floripa com o Mauro em pessoa.
É isso ai, próxima sexta tem mais!

Cheers,

Murilo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Caminhada dos 20 litros

Para comemorar a mudança de sede da Opus, fizemos uma caminhada com um postmix de Strong Golden Ale no Opus Móvel. Na verdade não conseguimos terminar o postmix durante a caminhada, mas uma costela que estava sendo preparada desde a manhã nos ajudou a terminá-lo.
Infelizmente o cansaço e o alto teor alcolico da Opus 39, cerca de 9%, nos induziram a esquecer de tirar fotos da chegada, da costela e da casa!

Os participantes da esq. pra dir. Ednardo, Gão (carregando o Opus Móvel), Marco, Murilo e Denys com a Noia mais a frente e o Pivo escondido

Juan que tirou quase todas as fotos sem foco mas estava também

segunda-feira, 30 de março de 2009

Tesouro encontrado

Neste fim de semana tivemos uma grata surpresa. Começamos a organizar a cervejaria para a mudança que iremos fazer esta semana, e no meio da bagunça de garrafas vazias e cheias contaminadas, encontramos 2 garrafas "flip-top" cheias e supostamente contaminadas que gostaríamos de reaproveitar.

Estas garrafas contaminadas estão guardadas há mais de 1 ano, e ainda não tínhamos jogado fora por preguiça. Mas estas duas "flip-top" estavam um pouco separadas das demais, e quando estava prestes a abrí-las e jogar o conteúdo fora, resolvi colocá-las para gelar e ver o que tinha realmente dentro delas.

Sem muita pretenção, abri a primeira quando ainda nem estava muito gelada, e minha surpresa começou quando resolvi cheirar a cerveja ainda na garrafa. Nenhum sinal de contaminação, muito pelo contrário, percebi um delicioso aroma caramelado e com leve lúpulo. Ansioso, coloquei um pouquinho da cerveja no primeiro copo de requeijão que vi pela frente e cheirei novamente, confirmando minha primeira impressão.

É comum abrirmos uma garrafa que sabemos que está contaminada na esperança de que ela por um milagre não esteja, mas desta vez parecia que ela realmente não estava contaminada.

A prova final viria na degustação. Provei o que tinha colocado no copo de requeijão e fui obrigado a gritar "Murilo, tu não vai acreditar", e ele veio andando descrédulo e eu falei "Adivinha que cerveja é esta?", e ele , ainda achando que era uma das contaminadas, não entendia minha alegria. Ele provou e falou "é aquela Red Ale do ano retrasado!".

Aí ele entendeu minha empolgação. Esta cerveja foi uma das primeiras que fizemos, e até aquele momento a consideramos a nossa melhor. O que não entendemos é como pudemos esquecer duas garrafas logo desta cerveja!

Comparando com a cerveja quando ela estava nova, notamos que o sabor de caramelo se intensificou, mesclando perfeitamente com o amargor, e o aroma de lúpulo suavizou, mas mesmo assim ainda estava presente.
A cerveja ficou totalmente translúcida, parecendo uma comercial filtrada. A carbonatação estava perfeita.
Não dá pra dizer que estava melhor do que quando nova, mas estava mais "bem acabada".

Esta foi a nossa única oportunidade de provar uma cerveja nossa com tanto tempo de garrafa. Ela ficou aproximadamente 1 ano e 2 meses escondida de nós e da luz, em condições que a ajudaram a envelhecer maravilhosamente bem, apesar de seu teor alcoólico médio (5,7%).

Sorte que eram 2 as garrafas esquecidas, e ainda temos a outra para degustar com mais calma. Pena que ela já estava na geladeira, e terá que continuar lá até decidirmos que é o momento de degustá-la. Se estivesse fora, acho que valeria a pena deixá-la mais um tempo para ver o que aconteceria.

Com esta experiência involuntária tiramos a prova de que cerveja caseira pode durar bastante tempo, e que com o envelhecimento ela tende a adquirir características bem interessantes.



Foto do tesouro encontrado. O segundo copo servido já estava mais turvo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Atualizações

Depois de tanto tempo sem atualizar o blog, temos muita coisa pra contar...

Último Extra-malte de 2008

Eu, o Murilo e o Raphael Tonera fomos convidados para participar do último extra-malte de 2008, em Porto Alegre. Infelizmente o Murilo não pode ir, mas o evento foi muito bom, e contou ainda com a participação do nosso grande amigo Reinoldo Steinhaus, da Cervejaria da Ilha.
Sady Homrich, Marco Zimmermann, Raphael Tonera e Reinoldo Steinhaus, no palco do Extra-malte.

Cerveja Edensaft

Pouco antes do natal recebemos um presente inusitado, dos nossos amigos Rubens Deeke, Selvino Souza e Dirk Reiter. Uma garrafa da India Pale Ale que eles enviaram para o III Concurso da ACerva, e que ficou em 8º entre 46 participantes. Uma cerveja realmente especial, e que mereceu a colocação alcançada. Ficamos felizes por ter participado em parte na elaboração da receita.
Brindando com a Edensaft English India Pale Ale na Padoca!


Opus 31 Aurelius Blond Ale

A nossa cerveja feita para o natal, a Blond Ale apresentada em postagem anterior, fez bastante sucesso. O amargor ficou dentro do esperado, e ela ficou tão seca quanto esperávamos. Ela poderia ter ficado um pouco menos frutada, mas isto aconteceu porque a nossa geladeira quebrou e ela fermentou a uma temperatura próxima a 25C. Da próxima vez, também diminuiria um pouco a proporção do Munich.

Aurelius Blond Ale em Gaspar, no dia 25/12/08. Ficou bem clarinha (utilizamos Irish Moss).

Opus 32 Amnésia e 33 Witbier

Para o ano novo fizemos 2 cervejas, uma IPA Americana que já havíamos feito 2 vezes antes, a Amnésia, e uma Witbier.
Já contamos a história da Amnésia, e também já havíamos feito uma witbier. Mas como sempre, mudamos alguns detalhes nas receitas. Diminuímos um pouco a proporção de malte caramelo na Amnésia, deixando-a mais seca. Mas com isto também a deixamos mais alcoólica, chegando a 10.1%!! Também aumentamos o amargor (de 40 para 55IBU) e fizemos mais dry-hopping com cascade.
Na Witbier, reduzimos o número das laranjas que utilizamos para tirar a casca (de 8 para 6) e colocamos mais pimenta do reino (15g para 35 litros). Mas a grande diferença foi a utilização de trigo não maltado (25%) junto com o malte de trigo (também 25%).
A cerveja ficou muito boa, e acredito que a única modificação que faríamos seria reduzir o número de laranjas para 5.

Cervejeiro caseiro argentino na casa da Opus

Recemos a ilustre visita do cervejeiro Javier Schaerer (Javierdu), que pertence à associação argetina chamada Somos Cerveceros. O Javier estava passando férias em Canasvieiras, aqui em Florianópolis, e pela internet conseguiu o nosso contato. Ele veio acompanhado do seu pai, e tivemos momentos agradáveis de intercâmbio cervejeiro, provando algumas das produções do Javier, que produz a Weihem. Os estilos provados foram APA, Brown Ale e Weizen, todas excelentes.
Max, Marco, Javier e Ernesto (pai do Javier), brindando com Opus.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Fotos!!!

Caros,

Tive meu carro arrombado e infelizmente levaram minha camera com as fotos de sexta. Entre elas: as fotos da Aurelius Blond Ale engarrafada, a foto da cerveja campeã e ainda por cima as fotos da visita do Sadi do Nenhum de Nós na padoca.

Uma pena.....

Sem mais,

Murilo