quarta-feira, 23 de abril de 2008

Opus 17 Pilsen - Primeiro teste

Nossa pilsen foi para o postmix na terça passada (15/04/2008), e no fim de semana ela já estava carbonatada e pronta para ser degustada.
O resultado nos surpreendeu, pois sempre soubemos das dificuldades de se fazer uma pilsen de qualidade.
A cerveja ficou com a cor que esperávamos, um dourado profundo, próprio do estilo. O aroma ficou com bastante malte e um pouco de lúpulo e fermento. Uma bela espuma se formou e permaneceu por bastante tempo.
O sabor começa com bastante malte e logo em seguida surge um amargor bem intenso de lúpulo, tendo um final equilibrado entre o malte e o lúpulo. O amargor nos agradou muito, mas sentimos que ela podia ter um final mais seco e faltou um pouco de Saaz para deixá-la com um aroma e um final de lúpulo um pouco mais intenso.
Em resumo, ficou uma pilsen deliciosa.

Opus Pilsen x Pilsner Urquell

Para termos a verdadeira noção da qualidade da nossa pilsen, resolvemos fazer alguns testes comparativos. A primeira cerveja escolhida foi a Pilsner Urquell, a primeira Pilsen do mundo e que serviu de referência para todas as outras (embora muitas não tenham seguido esta referência ao pé da letra). Como a utilizamos como modelo para nossa pilsen, esta seria uma comparação decisiva para verificar se havíamos acertado ou não.
À esquerda Opus Pilsen e à direita Pilsner Urquell

Lado a lado, as duas cervejas ficaram muito parecidas. A cor ficou praticamente a mesma e a espuma também ficou muito parecida. A pilsen tcheca apresenta uma translucidês maior, o que era de se esperar de uma cerveja filtrada. Mas mesmo assim a nossa não ficou muito atrás.
O aroma das duas é muito semelhante também, com a nossa apresentando mais malte enquanto a Urquell apresenta um pouco mais de lúpulo.
No sabor ficamos muito satisfeitos com a comparação. Ambas começam com um sabor de malte intenso, com a nossa apresentando uma intensidade levemente maior. O amargor da Opus Pilsen também é levemente maior, sendo que em seguida a Urquell apresenta um sabor mais seco e com mais lúpulo, enquanto a nossa apresenta um final menos seco, com mais malte e amargor.

Como resultado final concluímos que chegamos bem mais perto da Urquell do que esperávamos, mas já anotamos o que fazer na próxima brassagem para deixá-la mais parecida, e quem sabe, melhor (pelo menos para o nosso paladar! rs).

Em breve faremos testes com algumas outras pilsens e postaremos no blog.

3 comentários:

David disse...

Parece que ficou muito boa mesmo! A receita é segredo ? :) ou podem compartilhar com outros homebrewers :)

Abraços e sucesso
David

Donald Neumann disse...

A ambição é a mãe do sucesso!!
É isso aí, ótimo parâmetro de comparação!!!

Abração pra vocês, boa sorte na empreitada, Donald.

Marco Zimmermann disse...

Valeu David e Donald!
Quanto à receita, iremos falar sobre ela em breve nos próximos posts sobre a Pilsen!
Abraços!